sábado, 21 de junho de 2008

Brasil com Z

Cantando em alto e bom tom: eeeeuu sou brasileeeiro, com muito orguuulho com muito amoooor. Que coisa mais linda saber que existe gente que ama o Brasil. Pena que ama só na hora do futebol. E assim que ele acaba, os cantores da musiquinha inicial aí, voltam a ser os escravos dos EUA. Aqui nós somos escravos desse país poluente, desonesto, preconceituoso e prepotente. Os babacas daqui, os mesmos que cantam que são brasileiros e dizem ter orgulho disso, não dão a mínima pro que é nosso. Nem pra nossa língua. O português do Brasil é muito bonito e ainda tem a imensa diversidade de sotaques por todos os cantos dessa terra que ajudam a ornamentar ainda mais o som da nossa língua. Mas é mais chique falar inglês. Nos palcos em que já toquei com bandas, os mesários nunca me pediram repertório. Me pediam o "playlist". Também nunca me pediram a lista de instrumentos, pediam o "imputlist". Inglês é língua universal. Sem problemas. Mas a partir disso virar um modismo barato no nosso cotidiano é muita falta de personalidade. Sei que muitas palavras se derivam de outras línguas e blá blá blá... mas o que custa procurar falar a nossa língua a maior parte do tempo? A palavra futebol está aportuguesada assim como pênalti, drible e etc... fazer o que né. Não teria tanto problema se a gente falasse ludopédio no lugar de futebol. Mas tem gente que acha que soa mal. O que realmente soa mal é ficar em campo berrando que tem orgulho de ser brasileiro e nem perceber que os EUA estão até na boca da gente. Sem contar que futebol pra mim é fútil-bol. Não serve pra nada. Ah, serve sim, pra causar brigas, vandalismos e matanças. Enquanto ficam milhões de babacas sofrendo em casa e nos estádios por causa do "framengo" ou do "atrético", os jogadores ganham milhões de reais e não estão nem aí pra camisa que vestem. Viram gado. São vendidos e revendidos pra quem der mais. Esperteza deles né. E do outro lado o fanático da futilidade que deixa de colocar comida em casa pra ir ver o time do coração (só dele) jogar, paga o ingresso caro pra ajudar a enriquecer ainda mais os clubes. Vai que é suuuua, Repúdio!

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