segunda-feira, 26 de maio de 2008

Tudo fora de (argh) moda!

Já disse algumas vezes que sou contra moda. Qualquer tipo de moda. Pra mim a moda é banal porque eu acho que acontece assim: existe uma maneira de se vestir, de falar, de construir, ou qualquer outro assunto. Aí vem alguém e faz uma dessas coisas de uma forma diferente do habitual e se dá bem. Por exemplo, um locutor de rádio deixa de seguir um "padrão" de locução e resolve sair da "regra". E ele se dá muito bem com isso. Outros locutores, vendo que o estilo dele deu certo, resolvem fazer o mesmo. E isso vai acontecendo com mais e mais locutores. Aí pronto! Os que não imitarem essa inovação estão fora de moda! E a imitação não é uma competência. Competente é aquele que cria algo diferente e se dá bem! Continuando com o exemplo de locução de rádio, deve ser péssimo trabalhar com um estilo próprio, sem preocupação com o que é ou não da década (pessoal de rádio adora separar a moda por décadas), e vem alguém e diz: você faz como na década de 80 e estamos quase em 2010! Queria saber como funciona uma cabeça dessa. Será que em 2009, essa pessoa já sabe qual será o novo estilo de locução que vai entrar em vigor em 2010? Acho que ela quer ser o centro da sabedoria ou está tão fora de moda quanto seus conceitos. É muito fácil ficar imitando arquitetos, estilistas, locutores, músicos... ao invés de quebrar a regra. Deixar cair a máscara do modismo, que pra mim não passa de imitacionismo. E ainda tem uns que parecem ter nascido sem cérebro e tratam com desdém uma pessoa que consideram "fora de moda", "desatualizado". Pode ter certeza que um ser assim é incapaz de criar, é incapaz de direcionar qualquer pessoa em qualquer área. É vítima da própria incapacidade de criar. Imitar é fácil pra quem tem preguiça de pensar. Criticar, desprezar é o comportamento típico de quem sofre desse mal. Eu crio. Sempre crio. Posso ainda não ter acertado o alvo mas eu chego lá. Tenho cérebro pra isso. Pra usar. Se moda pega, eu jamais quero seguir uma. Eu quero é criar uma! E que seja impossível de ser imitada senão vai virar (argh) moda!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

As antipáticas simpatias

Existe uma grande insistência em acreditar em simpatias. Existe simpatia pra tudo que se possa imaginar. E existe imaginação de todos os tipos pra acreditar. Lembro-me de uma das irmãs do meu pai, que sempre foi gorda, todas as tardes pontualmente às 18h, ir até a porta do banheiro e falar em voz alta: "lua, lua, lua, leve esta barriga feia e me dê uma bonita igual a sua".Falava isso batendo a porta na barriga !?! Todos os dias de lua minguante. Nessa época, eu deveria ter uns 10 ou 12 anos. Hoje tenho bem mais que isso, não convivo mais com essa pessoa mas sei que a barriga dela continua a mesma. O que faz muita gente acreditar nessas coisas? Compram elefante cheio de vidrilhos e outras baranguices pra enfeitar a mesinha da sala e deixa ele virado de bunda pra porta de entrada da casa para atrair dinheiro. Só vi isso em casa de pobre. Nunca vi nas de gente que tem grana. Escrever o nome dos Reis Magos atrás da porta também pra trazer prosperidade. Só em casa de pobre! Inclusive na minha!! Escrever o nome da pessoa amada e colocar dentro de uma maçã, regar com mel é garantia de casamento? Qual é o poder da maçã e do mel em fazer alguém se apaixonar? E os pulinhos do São Longuinho? Confesso que já pulei algumas vezes... E as simpatias geralmente são complicadas. Tem coisa que tem que ficar 7 dias no sereno, outras tem que ser feitas em panelas de barro, louça... Uma complicação danada pra todas chegarem ao mesmo resultado: decepção. Nada acontece. Tem também a imagem do Buda, aquele gordo sentado quase pelado, que em algumas casas é colocada em cima de um pratinho com grãos de arroz, milho e feijão, pra não faltar comida. Acho que muita gente poderia simpatizar mais com a realidade, agindo de forma que as coisas aconteçam favoráveis aos seus desejos e não ficar fazendo rituais, frutos de delírios, pra resolver ou conseguir alguma coisa. Eu, depois que resolvi ser mais racional, às vezes levo um tempo pra sair de uma situação difícil. Mas invisto todo meu raciocínio em uma solução. Não coloco imagens de santo de cabeça pra baixo, não faço jejum, não compro balinhas pra colocar no mato e nem acendo vela pro Negrinho do Pastoreio. Mas... cada um com seu cada um. Tem milhares de livrinhos vendidos nas bancas ensinando simpatias infalíveis.... deveriam ser antipatias infalíveis! E quem lê é pior do que quem vende.

domingo, 18 de maio de 2008

Fatos e medos reais

Eu sou muito covarde no que diz respeito a enfrentar certos bichos que rotineiramente invadem nossas casas. Quando eu morava com a minha avó, entrei no quarto onde eu dormia e tinha uma linda lagartixa perto da minha cama. Pensei: que bosta (sem nenhuma cordialidade)! Peguei uma vassoura e, me borrando de medo, tentei espantar aquele bicho feio e desocupado pro lado da janela para que saísse. A vaca nem se moveu! Cheguei a encostar a vassoura levemente na cabeça dela, fiz até um movimento de negação com sua cabeça e a sonsa não teve medo! Ficou imóvel, me fazendo de idiota. Fiquei com muita raiva e resolvi pegar algo mais ameaçador: meu desodorante aerosol! Comecei a jogar nela. Ela se contraiu um pouco mas ainda assim se manteve firme em seu lugar. Então tive a idéia de ligar o secador de cabelo ver se o vento quente a espantava. Nada! Fui até o quarto da minha avó e vi um tubo imenso de laquê. Aí foi o vento quente junto com laquê. A infeliz da lagartixa resolveu se mexer e acabou caindo bem em cima da minha escova de dentes, que estava numa estante. Depois de eu dar um tratamento de beleza completo, foi assim que me agradeceu. Que raiva! E outra, as lagartixas são péssimas! Quando falo (só falo) que vou matar uma, sempre tem alguém que diz "mata não, ela come moscas". Come quando? Lagartixa não voa! E eu várias vezes já vi lagartixa na mesma parede onde ficam bruxinhas e mosquinhas, e fiquei observando muitos minutos que a lagartixa olha, totalmente imóvel pra sua presa e não faz nada! Em posição de ataque mas nunca ataca! Me lembrei dessa coisa de bichos porque agora pouco, antes de começar a escrever, fui ao banheiro e no espelho me deparei com uma barata adolescente. Se fosse adulta eu nem iria fazer nada lá dentro até que eu arranjasse alguém pra matar o monstro mas, com a pouca idade da bichinha, resolvi enfrentar. Peguei meu chinelo e, com medinho, dei uma pancadinha nela. Ela caiu no ralo da pia. Abri a torneira pra ver se ela cabava de morrer por afogamento mas não funcionou. As baratas são imorríveis! Depois de um bom tempo de água, estava lá aquela coisa mexendo algumas patas. Pensei em algo mais radical: peguei molho de pimenta joguei um tanto nela. Parece que ela não gostou muito porque começou a se debater com mais intensidade. Depois disso, resolvi ter coragem de tirar o filhote de monstro com dois cotonetes. Peguei a barata com eles igual a quando se come comida japonesa e joguei no cesto. E ela ainda se mexia! Como minha covardia não me permite matar, joguei um pouco de álcool em gel. Acho que ela morreu depois dessa mistura de pimenta e álcool. E depois disso tudo, o que eu tinha pra escrever hoje acabei esquecendo. Mas valeu. Hoje o repúdio vai para.... os bichos que invadem nossas casas!

domingo, 11 de maio de 2008

Dinheiro emocional

Durante o ano, temos várias datas que nos emocionam. Algumas não fazem diferença por serem muito pouco difundidas, como por exemplo o dia 26 de maio, Dia do Revendedor Lotérico. Tem também o dia 5 de julho, Dia do Biquíni. Quem liga pra essas datas? Mas quero falar das datas que mexem com o lado emocional de muita gente, ou seja, datas power! Dia das mães, pais, namorados, natal... Em qualquer uma delas a regra é a mesma: presentear os homenageados. Salvo o natal que nós ganhamos presentes no lugar do homenageado, que já faleceu. As ruas ficam nervosas e lotadas, as lojas lotadas de gente comprando coisas pra fazer feliz a bola da vez. Ontem, a bola da vez foi a mãe. Quem tem mãe, com certeza fez de tudo pra homenagear esse ser único e realmente muito especial. Aí agrada a mãe no domingo e na segunda voltam as pirraças, as discussões, desobediências... E quem fica realmente feliz com essas datas é o comércio, que vende mais nessas épocas. Minha avó, nessas datas, fica chorando, sentindo falta da mãe, do pai, do meu avô... E nos outros dias será que ela se esquece deles? Eu sempre falo que todo dia é dia de tudo e de todos. Tenho uma preferência pelo natal mas é por causa de comida. Tem muita coisa boa pra comer no natal. Ah, tem as campanhas de natal sem fome, agasalho para o inverno e muitas outras, que ajudam pessoas necessitadas só em épocas específicas. Deve ser porque os necessitados só tem fome no natal e precisam de roupas só uma vez por ano. Então, deixo aqui o meu repúdio pelo comportamento exagerado e materialista das pessoas que se lembram de dar valor aos entes queridos só porque viram uma propaganda na TV. Se você é como eu, que não é muito fã de expressar o quanto gosta das pessoas, eu sugiro que não vire "um amor de pessoa" só porque o comércio lavou seu cérebro pra poder aumentar o faturamento em cima de apelações.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Cordialidade significa: falsidade!

Eu acho que o povo antigo foi um exemplo de falsidade. Muitos ficam hoje tendo seus delírios nostálgicos falando que antigamente as pessoas eram mais educadas e cordiais. Mentira! Eles eram muito falsos! Sem muita tecnologia que segurasse as pessoas mais tempo dentro de casa, uma das diversões mais comuns era a visita à casa de amigos. Bom pra quem visitava e péssimo pra quem era visitado. A conversa costumava durar o dia todo. Aí ficavam os anfitriões fazendo cara de agradáveis, oferecendo guloseimas e ao mesmo tempo loucos para se verem livres das visitas. E tinham coragem pra fazer alguma coisa pra isso acontecer? Não! Aí que entra a parte falsa. A visita fala que já precisa ir embora e o anfitrião, em nome da falsidade, logo diz que ainda é cedo. A visita gosta da idéia, resolve ficar mais um tempo e o dono da casa pensa: que bosta! Acho que bosta é uma palavra muito tosca e muito avançada pra época. Ele deveria ter arrumado outro xingamento mental mais comportado, mas com certeza pensando na palavra bosta. Afinal, a falsa cordialidade acontecia até nos pensamentos. Tudo era falso. Até as posturas corporais. Na sala de jantar, uma bela mesa e cadeiras trabalhadas com encostos bonitos que serviam de enfeite. É falta de educação encostar no encosto. Pra que faziam os encostos? O corpo ficava longe deles, sentavam-se bem na ponta da cadeira e depois de um jantar longo, com conversas longas, as costas começavam a doer mas antes morrer com sérios problemas de coluna do que ser mal educado e encostar-se. Impressionante. Se eu for comentar tudo que essas pessoas faziam em nome de uma educação baseada na falsidade, eu vou estourar a capacidade gigantesca de armazenamento do Google. Hoje eu acho ótimo. Tem gente que me chama pra sair e eu posso ser verdadeiro e falar que não quero ou que estou sem grana. Às vezes cogitam de vir aqui em casa e eu falo que não estou num bom momento pra receber visitas e elas me entendem. Não preciso ser "educado" e falar que infelizmente tenho que cuidar de uma amiga que está muito doente na Bélgica. E viva a grosseria e a sinceridade de hoje!

domingo, 4 de maio de 2008

UFO

Vida inteligente fora da terra? Muito possível. Até hoje não vi nenhuma prova realmente concreta mas acredito que tenha vida em outros lugares do universo. Mesmo que seja vida microscópica. E fica um tantão de gente defendendo teorias falando que os ETs se comunicam por telepatia, que a Nasa já capturou alguns, que eles tem uma inteligência avançadíssima... eu não acredito em nada disso. E se eles só conseguirem fazer os tais discos voadores? E nós que temos tanta coisa! Relógio de pulso, aparelhos de áudio, maquinários para construção de carros, equipamento fotográfico, chips, TV, fibra ótica.. sem falar na infinidade fantástica da tecnologia de equipamentos da área da medicina. E eles são melhores só porque voam no espaço e nós aqui ainda estamos capengando com isso? O homem ter ido à lua é farsa. E ir nem é tão difícil. O negócio é voltar! Não acredito. Me acha ignorante? Problema seu! Não acredito e pronto. Não confio nos EUA. Povo mentiroso. UFO. Pra mim UFO é nota zero! Ufologia é o estudo inserido na ciência do achismo. O único verdadeiro UFO que conheço é meu amigo Ufinho. Ele é de verdade, mora aqui na terra, eu o vejo, eu converso com ele e ele é muito legal! Ufinho, nunca deixe que diminuam seu apelido pra ufo senão você vai virar mentira!